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segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Brasileiros explicam interação entre luz e vibração mecânica

 Brasileiros explicam interação entre luz e vibração mecânica

Brasileiros explicam interação entre luz e vibração mecânica

 Além de poder revolucionar as telecomunicações, as microcavidades ópticas têm sido usadas para criar memórias RAM de luznovos tipos de laser e componentes ópticos.

Microcavidades optomecânicas

As microcavidades optomecânicas são pequenos dispositivos que podem armazenar tanto a luz (fótons) quanto vibrações (fônons), o que as torna promissoras para uma série de aplicações tecnológicas.

Com dimensões inferiores a 10 micrômetros, essas microcavidades absorvem altíssimas intensidades de energia luminosa, que ficam circulando dentro delas - a luz fica "presa" - e interagem com ondas mecânicas de forma muito eficiente.

Isso possibilita seu uso como sensores de massa, sensores de aceleração e em espalhamento Raman (espalhamento da luz pela matéria), uma técnica que promete avanços em áreas como biomedicina, possibilitando o desenvolvimento de sensores para detectar moléculas marcadoras de câncer, por exemplo.

Para viabilizar essas aplicações, contudo, é preciso antes compreender em detalhes tudo o que acontece no interior das microcavidades optomecânicas, sobretudo como a luz e as vibrações interagem.

Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) acabam de desvendar mais um desses detalhes.

Interação dispersiva e interação dissipativa

"O que acontece nesses sistemas são dois fenômenos interdependentes. Por um lado, a luz exerce pressão sobre a cavidade em que está confinada. Por outro, as vibrações mecânicas espalham essa luz. A interação entre os dois fenômenos pode se dar de duas formas distintas. Caso a luz espalhada permaneça no interior do dispositivo, temos a chamada interação dispersiva. Caso a luz escape para o exterior da cavidade, ocorre, então, a chamada interação dissipativa," explicou o professor Thiago Alegre.

Enquanto a interação dispersiva é bastante conhecida e constitui a base de avanços importantes no campo da optomecânica - como, por exemplo, no interferômetro LIGO, responsável pela detecção de ondas gravitacionais em 2016 -, a interação dissipativa tem sido apenas marginalmente explorada em experimentos.

Os pesquisadores brasileiros demonstraram agora que os dois fenômenos estão integrados, podendo ser explicados pela mesma teoria.

"Essa escassez de experimentos está fortemente relacionada à inexistência de uma base teórica que seja capaz de descrever o quão forte é a interação dissipativa para um dado dispositivo. A contribuição do nosso trabalho é exatamente uma formulação teórica que engloba ambas as interações, a dispersiva e a dissipativa," detalhou Thiago.

Brasileiros explicam interação entre luz e vibração mecânica

Esquema com nanopartícula de ouro (Au), acima de espelho metálico, mostrando a vibração molecular para a molécula orgânica BPT.

Teoria da perturbação

A equipe brasileira utilizou a chamada teoria da perturbação, na qual se assume que a interação optomecânica é razoavelmente fraca, de modo que, em uma primeira aproximação, torna-se possível tratar luz e vibração mecânica de maneira independente. Com o conhecimento dos comportamentos ópticos e mecânicos calculados individualmente, é possível descrever o acoplamento optomecânico de forma bastante simples.

"A novidade está no jeito como realizamos esse último passo. Essencialmente, ao contrário do que sempre foi feito, nós consideramos que o comportamento da luz no dispositivo é física e matematicamente afetado pela possibilidade de a luz fugir da cavidade. Ao levarmos isso em conta, percebemos que era possível descrever ambas as interações, dispersiva e dissipativa, com um alto grau de precisão," contou André Primo, principal autor do trabalho.

Os pesquisadores testaram sua teoria por meio de dois exemplos experimentais. Em uma cavidade optomecânica feita de silício, ambas as interações, dispersiva e dissipativa, mostraram-se relevantes para explicar os fenômenos observados.

O segundo exemplo utilizou nanocavidades optomecânicas plasmônicas feitas de ouro. Essas nanocavidades são capazes de confinar a luz em volumes muito menores do que as microcavidades, atuando essencialmente como nanolentes. É possível detectar o movimento mecânico de moléculas individuais que entrem em contato com esses dispositivos. "Com nossa teoria mostramos que, embora nunca tenha sido reportado, o espalhamento dissipativo de luz por moléculas é extremamente importante para os fenômenos optomecânicos nesses sistemas", comentou André.

Essa possibilidade possui uma ampla gama de aplicações, das quais se sobressai a detecção de compostos químicos em meios biológicos, visando a identificação de substâncias que podem, por exemplo, indicar condições patológicas.



Noticia: Inovação Tecnologica

 


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Crise no Brasil. Tempestades se aproximam.

Kenarik Boujikian: O STF vai lavar as mãos diante do golpe de Cunha contra o povo e a Constituição? Ministros, coragem!

Esta materia circulou na net há 1 mês - em 7 de julho de 2015. De la até hoje a coisa piorou tanto que a presidente Dilma iniciou um rigido processo de recondução ao centro do ataque. Sabemos dos bandidos que habitm Brasilia e torcemos pela Presidente. Viva longa a Dilma. Do portal Geledes





Em 2003, na primeira edição do Brasil de Fato, Celso Furtado disse:  “Lula deve ter coragem se quiser conter a desagregação que ameaça o Brasil”.

Hoje, na minha maior e pura imaginação e com devoção e respeito ao professor,  diria que esta seria a mesma observação que ele faria aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em períodos de  esgarçamento da democracia, o Poder Judiciário  é colocado em xeque face ao seu papel de guardião da democracia. No período da ditadura de 1964, até certo momento, o STF foi um alento diante das violações,  mas com o AI-5, foi castrado na sua atribuição de órgão que compõe o sistema dos três poderes, independentes e harmônicos. Ministros fizeram suas escolhas e por esta razão alguns foram cassados ou se afastaram. São ícones da nossa história, como o Ministro Evandro Lins e Silva.

Hoje, como  nunca, é necessário que o STF seja a expressão maior de um poder da República, um órgão da soberania nacional,  entendido na perspectiva da subordinação ao povo, nos termos do ordenamento jurídico democraticamente construído.

A  “polis”  determinou na Constituição  Federal qual é a sociedade que almeja, sob quais princípios, fundamentos e patamares éticos. Nenhum  juiz  ou legislador  pode substituir essas diretrizes pelas suas.

Mas, no período de um mês,  tivemos  dois episódios,  da maior gravidade, que demonstram que os legisladores,  querem  tratorar a Constituição e substituir o povo, que deveriam representar.
Refiro-me às PECs da menoridade e do financiamento empresarial de campanha eleitoral, que instauraram um período sombrio no Poder Legislativo. Vários juristas já anteviam o agravamento desta situação ao subscreverem o Manifesto em Defesa da Constituição e do Parlamento, registrando a importância de manutenção de um Legislativo íntegro.
Nestas dois casos, o que tivemos foi  um golpe do legislativo contra o povo, dos mais abjetos, na medida que rompeu com a regra da Constituição, que só pode ser mudada dentro do estabelecido pelo sistema democrático.

A Constituição não permite a reapreciação de um projeto de lei em determinado lapso temporal , e assim o fez para a necessária estabilidade legislativa, fundamental para a  existência da democracia. O Poder Legislativo é um dos tripés do Estado Democrático de Direito, que só poderá existir  se mantida a dignidade do processo legislativo.

Pois bem,  o que foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados,  Eduardo Cunha, e muitos outros violadores do processo legislativo que o seguiram, diante de um resultado que não os agradava?  Maquiaram  uma proposta, dando o nome de “aglutinativa”, usando a proposta rejeitada, suprimindo parte dela, para colocar novamente em votação, o que é absolutamente vedado.

Admitir que projetos rejeitados  fossem recortados e novas emendas apresentadas, infinitamente, até que se chegasse ao resultado pretendido — sabe-se lá Deus com que tipo de persuasão! — não é o que determina e almeja a Constituição.

Cabe agora ao Supremo Tribunal Federal colocar as coisas nos trilhos, nos processos que lhe são apresentados.  Medidas devem ser tomadas rapidamente, pois o povo e a democracia não pode ficar à mercê do tempo ou mesmo da vontade particular dos ministros.

O Supremo Tribunal  Federal tem processos em suas mãos e todos cidadãos esperam uma resposta, com a urgência e magnitude de tudo o que está envolvido.

Em relação ao financiamento de campanha,  passou da hora do STF decidir a ADI  proposta pela OAB,  que discute o financiamento empresarial (Ministro Gilmar Mendes disse que devolveria em junho, mas não devolveu; e no mês de julho o STF não julga ADI em razão do recesso). Se o julgamento tivesse sido realizado,  o  Legislativo já saberia o patamar definitivo sobre o tema.
A urgência é aflitiva, pois em breve teremos eleição em todas as cidades e o Supremo precisa dizer que empresas não podem financiar campanha eleitoral, como já afirmou a maioria dos ministros. Se o STF não julgar,  coonestará com o que ocorre em relação ao sistema eleitoral, admitindo  que milhões e milhões  e milhões de reais sejam despejados pelas empresas nas mãos dos nossos futuros políticos.
Também necessário que a ação (mandado de segurança) referente à violação do procedimento legislativo seja julgado o mais rápido possível, para que diga, como órgão jurisdicional  que detém a última palavra,  se valeu ou não a segunda votação que foi feita.
No que diz respeito à PEC da menoridade, imprescindível que seja proposta ação perante o  STF .

O  Supremo Tribunal Federal é o responsável para que a Constituição Federal não se torne letra morta. A ele cabe a manutenção da higidez constitucional, a afirmação  do Estado Democrático de Direito,  o que não se  concretizará pela omissão, segurando  processos.

Muitas outras ações no STF estão paradas há muitos anos. Entre elas, a da demarcação de terras indígenas, cuja omissão  traz um flagelo inominável aos povos indígenas, e a que pede a realização de auditoria da dívida pública brasileira (como determinado na Constituição).

Diante desse quadro, preocupadíssima, pergunto: O STF vai lavar as mãos diante do golpe de Eduardo Cunha e muitos outros violadores contra o povo e a Constituição
Na democracia não dá para lavar as mãos.  É preciso  ter coragem.

Engana-se Eduardo Cunha se pensa que é dono do brinquedo, da bola. Ele não é dono do poder, o poder pertence ao povo.

Kenarik Boujikian, magistrada no Tribunal de Justiça de São Paulo e  cofundadora da Associação Juízes para a Democracia


sábado, 29 de novembro de 2014

cuide do seu negocio na rede...

PARA SUA LOJA VIRTURAL NÃO FRACASSAR
Especialista mostra como ter sucesso no negócio online apontando os principais erros de quem abre uma loja virtual
Lojas virtuais: 60% delas fecham antes de completar um ano de vida
O negócio virtual é tão ou mais real do que qualquer outro negócio e oferece certos riscos de investimentos. Infelizmente no Brasil, 60% das lojas virtuais fecham antes de completar um ano de vida.
O diretor presidente do portal Pagamento Já, Arnaldo Korn, explica que conhecer os motivos principais que levam a decadência é o primeiro passo para aumentar as chances de sucesso.
A seguir, confira os oito motivos apontados pelos executivo e aprenda por que isso acontece e como evitar.
1 – Falta de Planejamento:
Planejar nunca foi uma atividade muito bem exercida pelo empreendedor brasileiro, talvez seja esse o motivo do SEBRAE apontar um insucesso na casa dos 53% para as micro e pequenas empresas nos três primeiros anos de vida.
É impossível almejar o sucesso sem o planejamento prévio. A ferramenta mais importante nesse planejamento é o “plano de negócio”, o ponta-pé inicial que deve ser dado respondendo as seguintes questões: O que vou vender? Quem vai montar minha loja? Quem é o meu concorrente? Quanto gastarei para iniciar o negócio?
2 – Foco no Mercado:
Não tente vender de tudo, deixe isto para as grandes lojas. Lembre-se que a internet é um mercado totalmente diferente de uma loja física e que seu público é infinitamente maior. Procurar se especializar em um segmento específico é o começo. Na internet uma pequena fatia de mercado representa milhões de consumidores, basta ter “foco”.
3 – Falta de mão de obra qualificada:
Não basta saber navegar na internet, é importante conhecer minimamente o “gerenciamento de e-commerce”: marketing digital, ferramentas de otimização, monitoramento de trafego. Estes três itens são básicos e essenciais.
4 – Falha na divulgação:
Para dar um pequeno exemplo, imagine uma loja em rua movimentada, cheia de produtos nas prateleiras e com portas fechadas. Uma loja virtual sem divulgação é igual, ninguém consegue ver e portanto ninguém irá comprar.Aqui entra em ação o “planejamento de marketing e divulgação”, para otimizar o site nos mecanismos de busca, natural ou patrocinado, apoio em redes sociais, divulgação em outros sites, assessoria de imprensa, etc.
5 - Falta de Planejamento Logístico:
Um assunto delicado que acaba rendendo 80% dos desconfortos e demandas jurídicas entre a loja e o consumidor. Sabendo-se deste fato, é bom fazer um planejamento de maneira delicada e detalhada do seu sistema de logística.
6 - Fraude:
A fraude, principalmente na venda com cartões de crédito, poderá acarretar grande prejuízo à loja virtual, levando ao seu fechamento, além de acabarem devendo às operadoras em função de antecipações negativadas em suas contas.
Portanto, não é bom arriscar neste campo minado. Utilize portais especializados em pagamentos com sistema antifraude conferindo grande segurança nas transações.
7- Falta de Monitoramento:
Muitas lojas acabam fracassando, pois a sua administração não consegue ou não sabe visualizar o que esta ocorrendo em termos de análise de acessos, resultados de campanhas e marketing. Acabam tomando decisões - na maioria das vezes erradas - baseadas em suposições.
Sendo assim, a web análise é uma ferramenta importantíssima no mundo virtual, sendo primordial que o web empreendedor se familiarize com o “Google Analytics”.
8- Falha no Atendimento:
Muito se fala em atendimento - e deveria se falar muito mais - e a sua loja pode ser virtual, mas o cliente é real e necessita de atendimento.
O cliente precisa saber exatamente o que esta acontecendo com o pedido de compra dele. O site, por sua vez, precisa ter um bom canal de comunicação com o cliente e transmitir a este credibilidade.
Artigo de: Arnaldo Korn, diretor presidente do portal Pagamento Já (pagamentoja.com.br)

segunda-feira, 9 de junho de 2014

MODERNIDADE E ECONOMIA GLOBAL - PARTE 2

Ou inicio da guerra civil. Apesar de falarmos em inicio de guerra civil, entendemos que ela começou há muito. Foram  um milhão de  jovens negros assassinados  pelo estado  em dez anos. Todos os anos são 40 mil homicídios. Os brancos e ricos estão a cada dia mais no controle dos meios de subsistência e de produção. Justifica-se o racismo diariamente pelos meios televisivos, prejulgando os pobres presos, demonstrando de toda forma que não existem 53% da população não branca – não há atores negros, comerciais de grandes marcas jamais usam atores negros e todos negam claramente a existência de regras precisas no famigerado  Estatuto da Igualdade Racial. Os próprios bancos e órgãos públicos negam na sua propaganda, seus clientes não brancos.

O racismo
Dentre os males desagregadores da sociedade brasileira, a origem de todo o mal é o racismo – o preconceito racial contra negros e o apartheid social contra pobres. Que são na sua esmagadora maioria, negros ou pardos.

Produtividade
Com a produtividade há décadas em baixa, nossas industrias se tornam cada vez menos competitivas, nossos serviços e produtos não atingem escala de competitividade. É um cenário preocupante para o futuro de uma nação que esta envelhecendo rápido. Alem do envelhecimento, os recursos naturais, ainda abundantes, estão sendo entregues numa velocidade imaginaria. Sofremos uma devastadora desindustrialização, nos tornando celeiro de alimentos e commodities para um mundo ávido por metais e alimentos. Não há futuro nesta plataforma. O maior produto do mundo  é o conhecimento e as ferramentas para transformarem este conhecimento em produtos e serviços.

Modernidade
São escolas conectadas com empresas, são a aplicação das cotas raciais e a melhoria e transformação do ensino e da educação. São o respeito aos povos e a massificação das oportunidades. Modernidade é o equacionamento das conexões locais e globais, em prol da preservação do meio ambiente e da vida humana. Quando falo em conexão global, estou falando de sintonia fina com o futuro do planeta, da compreensão de que somos um povo apenas, e temos apenas um lar – o planeta terra.


Não acreditamos nesta copa do mundo. Não acreditamos neste governo de trabalhadores. Não são mais trabalhadores. Lamentamos que esta percepção seja nossa compreensão do que se transformou nosso pais – uma farsa de governo e poder. (continua na próxima postagem...)

terça-feira, 27 de maio de 2014

MODERNIDADE E ECONOMIA GLOBAL


Porque a COPA DO MUNDO NO BRASIL é mais um problema?
Imagem da Internet

Estamos a poucos dias do inicio da copa do mundo de futebol. E acredito que o Brasil vá ganhar mais esta copa. Não por ter o melhor futebol, a melhor organização. Mas por ter os maiores problemas que a FIFA já enfrentou ao tentar realizar seu campeonato. Nunca antes o futebol brasileiro teve sob tanto fogo cruzado. Os problemas sociais – o grave e violento apartheid social e racial em que vive o país e que o mundo não reconhece e nem observa irão operar e aparecer de forma raivosa e o mundo não entenderão como o país das mulatas, do  carnaval, do futebol e do homem gentil se tornou tão irascível e nervoso.
Imagem da Internet
É o que estamos vivendo. É o que aconteceu nos últimos anos de uma falsa democracia sob-regime e controle de trabalhadores burgueses. O partido dos trabalhadores criou a cultura do invisível – todas as principais mazelas relativas à igualdade de oportunidades, a violência direta do estado contra pobres e pretos, o atraso institucional vindo do período da escravidão, ainda são renitentes e norteiam qualquer opção de desenvolvimento e oportunidade, em qualquer situação no país. Nos últimos 20 anos, o estado brasileiro matou tanta gente. Muito mais que na guerra da síria, do Afeganistão ou do Iraque. Nunca foram dizimados de forma covarde tantos jovens, todos negros. Esta em curso no país atualmente uma faxina étnica tremenda, desumana e muito bem camuflada. Dados do próprio governo apontam para a mortandade desenfreada de jovens da periférica das grandes e medias cidades, de jovens insistentemente não brancos. Que não protestam – alias, o líder dos rolezinhos de protestos foi morto num baile funk recentemente. Seguramente por forças da segurança de estado disfarçadas.
Imagem da Internet
O exemplo que gringos não entende de violência institucional são a repressão aos rolezinhos: jovens não brancos invadem os centro  de compras – shoppings, para lanchar e passear. Há protestos dos brancos burgueses e as forças de segurança do estado aparecem com todo seu aparato – armas letais, truculência, violência, para achincalhar jovens desarmados, cujo único crime - querer desfrutar do ambiente burguês – são humilhados, espancados e presos, alguns assassinados. Numa clara demonstração de intolerância que o mundo precisa reconhecer e entender.
Pela minha analise todos estes movimentos são uma resposta a repressão violenta e a falta de canais de comunicação entre as classes econômicas e o estado – que pressionado pela burguesia, reage matando crianças, atacando preventivamente como se esta reação abrandasse a violência. As forças de segurança estão perdidas, são povo e agem sempre contra o povo. Que esta se armando assustadoramente para reagir à violência policial, a violência do aparelho do estado.  As torturas continuam o estado brasileiro sempre foi o maior patrocinador da tortura. Mesmo tendo como presidenta uma mulher que foi presa e torturada.

Não somos um povo gentil nem hospitaleiro
Os gringos ou estrangeiros que virão ao Brasil para assistirem aos eventos da copa do mundo devem estar preparados. Serão hostilizados ou se meterão num caldeirão dos infernos. Vão encontrar uma população revoltada – com os gastos absurdos para construir esta copa,  ou com a ausência do estado brasileiro em questões básicas do  seu cotidiano: segurança, mobilidade, saúde, educação. O crescimento econômico propugnado pelos especialistas apenas exponenciou as mazelas históricas nunca atacadas de fato pelo estado. E num imobilismo radical, nunca por qualquer grupo de poder, de direita ou esquerda. 
Imagem da Internet
Não esperam facilidades nesta estada, apesar de amarmos estrangeiros. Mas o momento  social não é propicio para festas. Há muito para fazer e hoje a sociedade toda percebe o quão pouco foi feito.

A Copa do Mundo da FIFA, agora percebemos, foi um engodo violento do estado. Os recursos empregados ultrapassaram em muito o orçamento e previsto. Se uma fração dessa montanha de recursos fosse aplicada na educação, na habitação popular, no combate a corrupção, no atendimento médio/hospitalar, talvez fosse possível amenizar a revolta. Mas não, apenas a truculência e a falta de dialogo imperam. Daí a revolta social.